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quinta-feira, 2 de agosto de 2012

ANIMAÇÃO DE VERÃO EM TAVIRA ... UM MÊS DEPOIS!

                                                                      Por Lopes Sabino

Há pouco mais de um mês, aqui me referi à animação de Verão em Tavira, com algumas sugestões que, logicamente, não foram aceites, porque, nessa altura, já o programa estava delineado, cozinhado, impresso até. Só não estaria distribuído.
Mas, ainda que houvesse tempo para as implementar, tais sugestões também não seriam minimamente aceites. Estou entre aqueles que sabem perfeitamente que os responsáveis políticos, sejam eles de autarquia pequenina, Juntas de Freguesia, de autarquia maior, Câmara Municipal, ou de nível governamental, estão-se “nas tintas” para toda e qualquer crítica, mesmo construtiva desde que proveniente de vulgares cidadãos.
Mesmo que elas, as sugestões, visem o interesse público e simultaneamente se apresentem com elevado grau de coerência, o cidadão anónimo não tem, para os senhores eleitos, qualquer interesse. Nem ele tem nada que se imiscuir nos assuntos da governação local regional ou central. O pensamento geral do político é esse. Não o podem negar…
Claro que eles, os tais políticos, fazem muito mal em não ouvir mais e falar menos. Deviam misturar-se com as pessoas que circulam por uma cidade. As pessoas que vão ao mercado, que embarcam no transporte para a ilha, que se espalham pelas esplanadas, que procuram os serviços públicos e deles esperam respostas prontas e concretas.
Se os autarcas tavirenses ou os seus mais directos colaboradores circulassem pela cidade, e não tivessem, eles próprios, certas mordomias e ainda a possibilidade de estacionamento onde outros não podem sequer parar, saberiam quais são os pontos negros do ordenamento e da circulação.
Essa presença serviria certamente para serem mais concretos nas medidas que propõem e nos regulamentos que ajudam a aprovar.
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Claro que a minha ideia não era entrar por aí. Não agora. Mas as palavras, mesmo as palavras escritas, são como as cerejas.
Em todo o caso o que eu queria apontar é ter constatado, com alguma satisfação, que o programa de animação de Verão, especialmente o da Praça da República, coincidia em parte com a minha ideia ali expressa, visando bastante mais artistas locais do que em anos anteriores, sem algumas das disparatadas produções que pretendiam transportar tanta elevação cultural que ninguém entendia as respectivas mensagens.
Só um pormenor eu não entendi este ano.
Porquê dois palcos diferentes quando há fados?
Para estes, no Jardim, a capacidade é para 60 lugares sentados, mais cadeira menos cadeira. Porquê, quando ali ao lado, na Praça da Republica, podem sentar-se mil espectadores, com outros tantos de pé?
Serão, pelos vistos, aqueles “mistérios” que apenas a sapiência de vereador alcança e que os comuns munícipes ou visitantes – “pobres coitados” não eleitos – dificilmente entenderão.
Ainda assim, deixo uma outra nota interessante. Em São Braz de Alportel, nossos vizinhos a Norte, ainda se pensa na forma de animação dos eventos com figuras importadas da capital, algumas delas já desgastadas e “muito por baixo”. Foi o caso da Feira da Serra, naquela simpática Vila, que teve o ultrapassado Herman José numa das suas noites.
Ainda bem que não apareceu cá por Tavira. Seria certamente uma noite em que me recolheria mais cedo.

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