________________________________ Por Lopes Sabino
Tavira – toda a gente
o diz – é um destino muito procurado e com características especiais.
Património edificado, um rio a dividir a cidade, praia, campo, bons ares e uma
gente que sabe sorrir, ser prestável e acolhedora.
Uns dias atrás,
estava eu junto à Arcada municipal, a conversar com o meu amigo Eustáquio que
me contava “as últimas”, quando reparei num turista encostado ao antigo Posto
de Turismo da Rua da Galeria, esperando certamente alguma informação útil para
a sua condição de visitante.
Na altura havia por
ali muito funcionário/a municipal que regressava da sua “sagrada” hora da bica.
Alguns ficavam-se uns minutos em animada troca de impressões. Mas nenhum dos
dignos agentes autarcas reparou no que eu reparara.
Dentro daqueles
princípios do bom acolhimento que todos devemos assumir, sem servilismo mas em
consciência, e mesmo sem ter a qualidade de funcionário municipal, entendi que
o turista aguardar mais de mais de dez minutos por algo que nunca iria
acontecer, era muito. E assim decidi-me.