por:
Lopes Sabino
Ao longo dos últimos
anos fui assistindo a incríveis sessões “culturais” na meia-lua do circo, não o
de Roma, mas o de Tavira, na Praça da República, que passaram pelas mais diversas actividades.
Animação procurada
nos mais recônditos cadernos publicitários da especialidade, alguma dela primando pela ausência de qualquer sentido estético e muito menos sentido
cultural, como se pretendia.
Julgo que o critério
e a decisão pertencerá a pessoa de gosto muito duvidoso e pouco conhecedor da
realidade algarvia ou, pelo menos, da realidade tavirense.
Não vou dizer que se
tratava da procura de servir alguns amigos ou correligionários, mas foi sempre
evidente que os espectáculos, dispendiosos e algo estranhos, não atingiam, no
directo, o interesse dos que a eles
assistiram. Como era “de borla” muita gente aguentou, mas mais tarde comentou.






