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quarta-feira, 18 de julho de 2012

SENHOR MAJOR-GENERAL D. JANUÁRIO TORGAL FERREIRA , TENHA LÁ TENTO COM A BOCA…


Por: Orlando Lima
Em Portugal, hoje em dia, protesta-se por tudo.
Nuns casos, com razão. E aqui está a Democracia a funcionar. Noutros casos o protesto serve fins pessoais, orquestrado com objectivos políticos, sob a “batuta” de alguns eternos revolucionários ou dirigentes sindicais ambiciosos, a coberto de certos partidos de reduzida expressão eleitoral.
Um dos motivos mais relevantes que alimenta esta situação é, sem dúvida, a contestação às reformas estruturais que toda a gente clama serem necessárias para fazer o país sair da crise, quando o não são no seu próprio interesse. 
Mas, vislumbrada um pouco de luz sobre qualquer destas medidas, logo ressalta um clamor de vozes, que dizendo-se movidas por razões de classe, não só protestam, como directamente insultam qualquer responsável do Governo.

quinta-feira, 12 de julho de 2012

"AS LEIS BÁSICAS DA ESTUPIDEZ HUMANA (Carlo Cipolla; Universidade de Berkeley)"


por: Luís Costa Silva 
Existem 4 tipos de pessoas:
1. O Infeliz (ou desesperado): alguém cujas acções geram prejuízo próprio, mas que também criam vantagens para os outros;
2. O Inteligente: alguém cujas acções geram vantagens, quer para si, quer para os outros;
3. O Bandido: alguém cujas acções geram vantagens para si, ao mesmo tempo que causam prejuízos para os outros;
4. O Estúpido: alguém que provoca prejuízo a outra pessoa, ou a um grupo de pessoas, sem conseguir qualquer vantagem para si, ou mesmo com prejuízo próprio.  O estúpido não sabe que o é, razão porque é muito perigoso.

Carlo Cipolla chamava ainda à atenção para o seguinte:
- uma sociedade forte em ascensão tem uma percentagem maior de gente inteligente.
- uma sociedade em declínio tem uma alarmante percentagem de bandidos, um forte quociente de estupidez entre as pessoas em posição de poder, e uma alarmante percentagem de Infelizes entre aqueles que não estão no poder.

quarta-feira, 11 de julho de 2012

UMA LIÇÃO HISTÓRICA PARA OS AUTARCAS TAVIRENSES...


Texto de: Faria da Cunha

A propósito da problemática questão que envolve a construção em Tavira de um porto de pesca, obra idealizada, projectada e orçamentada, que está sendo adiada até ao esquecimento total, e para a qual as entidades locais encolhem os ombros com mesquinha indiferença, lembrámo-nos de avivar a memória dos autarcas tavirenses com um pouco da história marítima de Tavira.
O pequeno texto que vou reproduzir não é da minha autoria, nem de nenhum tavirense. Faz parte de um trabalho sobre esta cidade, produzido por um conhecido arqueólogo algarvio, Luís Fraga da Silva.
Então o que diz este reconhecido técnico?

“No final da Idade Média e início da Idade Moderna, Tavira foi a cidade mais importante do Algarve e uma das maiores de Portugal. O seu porto era então florescente e a sua vida económica e social prosperava com as oportunidades oferecidas pela expansão portuguesa em Marrocos. 
Foi essa a época de maior importância da cidade em termos de ranking histórico nacional, situação nunca atingida nem antes, nem depois.
Tavira era então o principal porto de abastecimento das praças militares norte-africanas, a maior base das milícias algarvias que acorriam à sua defesa em caso de necessidade e o centro logístico da sua retaguarda militar. Tornou-se também nesta época o maior porto mercantil do Algarve e a sua riqueza reflectia-se nas receitas fiscais, no número e qualidade da sua população e na expansão urbana associada à construção de edifícios públicos e privados, nos novos estilos manuelinos e renascentistas.” 

Servirão estas opiniosas palavras, de um reconhecido arqueólogo e historiador, para enriquecer os cérebros entorpecidos de alguns dos nossos autarcas e assessores? 
(Texto recebido no email “pensartavira@gmail.com”, do nosso assíduo leitor Faria da Cunha).

terça-feira, 10 de julho de 2012

PAÍS DE ENGENHEIROS E DOUTORES….. DA MULA RUSSA


por: Luís Costa Silva
Quem estudou, lutou e queimou as pestanas para conseguir concluir uma licenciatura à séria, deve neste momento sentir uma enorme frustração ao assistir a toda a rebaldaria, perdoem-me a vulgaridade, que actualmente envolve o ensino superior (???) em Portugal.
Temos de regressar ao pós 25 de Abril, com o aparecimento do ensino superior privado em Portugal, o qual, pela total incompetência e mediocridade, para não dizer dolo, da “nossa” classe politica, tão culturalmente e revolucionariamente evoluída, permitiu dando origem ao surgimento de uma profusão de Universidades (???), da Moderna, à extinta Independente, passando pela Nova, pela Lusófona, pela Lusíada, etc., etc., as quais na altura rapidamente se posicionaram para lucrar o mais possível com o “negócio” da educação superior em Portugal. Para efeito de justificar o referido basta consultar as propinas pagas nos estabelecimentos de ensino superior privados, uma pechincha.

quarta-feira, 4 de julho de 2012

NÃO … NÃO REGRESSE SENHOR ENGENHEIRO MACÁRIO…


por: Luís Costa Silva
Não, porque não seja rigoroso para com os funcionários aos quais exige, e muito bem, que prestem os serviços que lhe são pagos pelo erário público, não pelo seu empenho, e disponibilidade pessoal para o trabalho, o qual começa por impor a si próprio, não pelo seu dinamismo executório, muitas das vezes assente em meras opiniões e duvidosas estratégias pessoais, não pela sua experiência politica, nem pela sua, por si tão propalada honestidade pessoal, até hoje muito falada, mas nunca por ninguém posta objectivamente em causa, mas sim pelos seus truques e tiques de pequeno ditador, do quero, posso e mando, incapaz de se rodear de equipas que possam pôr minimamente em causa, mesmo que seja a bem do interesse público, as suas visões, opiniões e projectos.
Mais tarde ou mais cedo o seu perfil de eucalipto, secando tudo à sua volta, teria de conduzir ao que conduziu.
Por muito eficaz que a sua intervenção possa ser, ela não está nem pode estar acima da lei, essa vertigem do poder tem limites que não podem ser obliterados qualquer que seja a circunstancia.

ORA VÃO TODOS PARA O “CARAÇAS”…

Ao escrever esta crónica, eu, assim como todos os singulares portugueses que a leiam, não poderão deixar de sentir uma frustração tão grande, que os levará a perguntar: “Afinal em que país vivemos?”
Qual a diferença que hoje faz Portugal, após ter acabado com uma monarquia de sete séculos, que deu lugar a uma república anárquica que nos envolveu em continuas guerras partidárias e nos atirou para a 1ª Grande Guerra Mundial, para depois enfrentarmos um período ditatorial, que nos fez passar privações com a contrapartida de nos livrar de uma 2ª Guerra Mundial, e que acabou  com a oferta, em 25 de Abril de 1974, de uma “democracia” podre, geradora de violentos, violadores, drogados e corruptos, “brilhantes” agentes de uma sociedade que nos fez cair na cauda da Europa.Para hoje todos falarem de crise, de austeridade, privações, fome e miséria…, governantes a pedirem cada vez mais sacrifícios… lideres da oposição a exigirem aquilo que eles nem sabem o quê!... sindicalistas  a incitarem à violência e à revolta das “massas”, para justificarem o seu bem estar de lideres controladores e defensores do seu “bolo” salarial.

ESTRADAS DO CONCELHO UM DESASTRE