Por: Orlando Lima
Em Portugal, hoje em dia,
protesta-se por tudo.
Nuns casos, com razão. E aqui
está a Democracia a funcionar. Noutros casos o protesto serve fins pessoais,
orquestrado com objectivos políticos, sob a “batuta” de alguns eternos
revolucionários ou dirigentes sindicais ambiciosos, a coberto de certos
partidos de reduzida expressão eleitoral.
Um dos motivos mais relevantes
que alimenta esta situação é, sem dúvida, a contestação às reformas
estruturais que toda a gente clama serem necessárias para fazer o país sair da
crise, quando o não são no seu próprio interesse. Mas, vislumbrada um pouco de luz sobre qualquer destas medidas, logo ressalta um clamor de vozes, que dizendo-se movidas por razões de classe, não só protestam, como directamente insultam qualquer responsável do Governo.





