por: Lopes
Sabino
Não! Não se trata
daquele “inferno” caracterizado pelo “vermelhusco” prelado Dom Januário, no seu
afã de colorir de dotes angelicais a ex-presença governativa do seu (dele)
amigo Sócrates, atacando agora os que tentam pôr a casa em ordem.
Antes se trata do
inferno das chamas que assolam a freguesia mais longínqua do concelho de Tavira
– a de Cachopo – e aquela que, no Sotavento do Algarve, sofre mais da gula do fogo em épocas como a
presente.
As altas
temperaturas, os ventos multi-direccionados e, por vezes, uma mãozinha furtiva
(o que não sabemos se é o caso de hoje), vão provocando, nesta época, a angústia
das gentes serranas, ao verem ameaçados os seus pastos, as suas matas, a suas
culturas de subsistência, o seu gado, as suas casas, quiçá a sua própria
integridade física.
Há mais de 24 horas
que quatro frentes de fogo consomem floresta e mato em Cachopo e, à hora em que
escrevo, uma delas aproxima-se perigosamente da Aldeia. Esperemos que os meios
disponíveis no terreno consigam restabelecer a normalidade.
O esforço é grande.





