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sábado, 20 de outubro de 2012

O MILAGRE DO FUTEBOL PORTUGUÊS

                                                                                                     Crónica de: Orlando Lima
Alguém tem dúvidas que o futebol é um dos poucos casos de sucesso, no contexto de austeridade por que passam os portugueses?
Quando toda a gente critica o êxodo de emigração que está a afectar os “tugas”, ponha-se os olhos no Ronaldo, o nosso mais ilustre emigrante, desejado por todos os países do mundo, que acaba por adquirir uma “bomba” de 800 mil euros.
Entretanto sejamos, igualmente, menos críticos, quando lamentamos o desemprego e os baixos salários auferidos por aqueles que resistentemente ainda vão ficando por terras lusas.

sexta-feira, 19 de outubro de 2012

OS NEURÓNIOS DA ENCÉFALA LISBOA, "TOUTIÇO" DE UM PORTUGAL ANÉMICO

                                                                                                                        Por: Ambrósio Antunes

Pode muito bem este capitão de abril reunir as “espingardas” enferrujadas que quiser, para repor a democracia que lhe vai na mente imaginária, que nunca conseguirá demover certos “moinhos de vento” que se enraizaram na sociedade portuguesa.

Portugal, geograficamente, estende-se por um país de 89.000 quilómetros quadrados e 10 milhões de almas viventes. Porém o país vive subjugado a uma pequena parcela de 83 Kms., chamada Lisboa, que já foi chamada, pomposamente, a capital do “império”.

Lisboa é tudo em Portugal. Isto mesmo justifica aquele velho dito popular que ouvimos desde sempre: “Portugal é Lisboa e tudo o resto é paisagem”.

Entre o meio milhão que povoa a grande urbe, coexiste, então, uma “casta” de indivíduos que tudo dominam neste lugar com 8 séculos de existência. Todo o poder nacional ali se concentra: Político, económico, saúde, cultura e… até criminoso.

sexta-feira, 5 de outubro de 2012

EMENDAR A MÃO... É SEMPRE MANIFESTAÇÃO INTELIGENTE!


Por Lopes Sabino
Nunca me canso repetir-me, quando vejo que a incúria, o desleixo, ou a falta de atenção pelo pormenor o justificam.
Neste local, em Maio, alertei para a falta de informação turística, relativamente ao antigo Posto, na Calçada da Galeria, que tinha uma anotação na porta, em tamanho reduzido e em pouca evidência, que enviava o interessado para a Praça da República.
Ali se situa o novo átrio onde o visitante pode recolher toda a informação e partir para a descoberta de Tavira, enquanto objectivo turístico de múltipla oferta.

sexta-feira, 28 de setembro de 2012

RADICAIS VIOLENTOS COM DIREITO A SEDE?


Por J. Semedo Ferreira
Decididamente não compreendo certos políticos, mesmo  autarcas.
Uma pequena notícia na imprensa diária de há poucos dias, diz-nos que a vereadora Helena Roseta, da Câmara Municipal de Lisboa, pretende ceder um espaço da edilidade para a sede do GAIA, grupo radical ligado aos distúrbios na manifestação de 15 de Setembro.
Entretanto, o antigo Comandante nacional da Protecção Civil, Gil Martins, que foi afastado do cargo por suspeitas de envolvimento em situações ilícitas – do que aguarda julgamento – foi contratado pela mesma Câmara, para fazer consultadoria para a Gebalis, empresa municipal que gere o parque habitacional da autarquia lisboeta.
Mas aí, a Vereadora Roseta está contra e vai pedir explicações ao Presidente da municipalíssima empresa.
E não haverá, naquele ninho de compadres em que se tornou a maior Câmara Municipal do País, quem esteja contra a entrega de uma sede a arruaceiros encartados?

domingo, 9 de setembro de 2012

PALHAÇADAS QUE O PAÍS PAGA...


                                                              por Prudêncio Matias
Todos aqueles que, como eu, leram ou visionaram, em televisão, a notícia sobre o “funeral de Portugal” em Guimarães devem ter ficado curiosos.
Curiosos porque os meios de comunicação de social, inicialmente, não deixaram grandes pormenores acerca do que se tratava.
Outros, mais atentos, repararam depois que algumas imagens divulgadas incluíam a presença, em alas, junto do suposto caixão, de elementos na GNR.
Pensaram os mais crédulos de que se tratava de actores vestidos com fardas semelhantes àquela força militarizada.
Funeral de Portugal? Com caixão no formato do nosso País? Com carpideiras num despropositado alarido?
Péssimo gosto, em ausência quase total de bom senso. O que seria mínimo se não figurasse como parte integrante das acções do Guimarães, capital europeia da cultura. E logo a cidade que foi berço da nacionalidade.

domingo, 2 de setembro de 2012

MUDAR A DESIGNAÇÃO DAS NOSSAS TERRAS...OU A FALTA DE CONHECIMENTOS ADEQUADOS?



                                                          Por Lopes Sabino
Foi publicada no Correio da Manhã de 30 de Agosto último e vem demonstrar o pouco cuidado com que o jornalismo, falado ou escrito, é exercido.
A deturpação dos nomes de cidades, vilas ou pequenas localidades é ideia de jornalistas com pouca formação e muito menor conhecimento do País e das raízes etimológicas que envolvem esses locais.
Basta que um deles solte a asneira numa rádio, em televisão ou num jornal, para rapidamente ser adoptada pelos colegas de profissão. E – muito mais grave - adoptada sem mais nem menos pelas autarquias, pela sinalética nas estradas, pelos documentos oficiais.

quinta-feira, 30 de agosto de 2012

As "amplas liberdades", a RTP e a "pouca vergonha"...


                                                            Por Prudêncio Matias
Os leitores recordam-se do termo amplas liberdades, que servia de bandeira a várias forças políticas (ditas) de esquerda?
Certamente que sim. Mas também se recordam que se tratava de um emblema que não correspondia a qualquer realidade, já que os países onde imperam os ideólogos das tais “amplas liberdades” não permitem qualquer liberdade à massa populacional. Olhai para a Coreia do Norte, China, Cuba, Angola e alguns outros por esse mundo fora.
E reparai que as “amplas liberdades” são apenas para a minoria que compõe a “Nomenklatura”. Eles, sim! Eles, os dirigentes, enquanto no poleiro, têm a ampla liberdade de cercear as liberdades alheias em autêntico estado policial, prisões sem julgamento, eleições (quando as há) falsificadas, impedimentos ao seu exercício ou inexistência de partidos políticos, combate ao livre-pensamento, apoiado em divulgação ideológica parcial, através de órgãos de comunicação social estatais, portanto de sentido único.
A comunicação social pertença do Estado é um erro e sempre um risco se cair nas mãos de governantes sem escrúpulos.