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segunda-feira, 7 de março de 2016

PLATAFORMA ALGARVE LIVRE DE PETRÓLEO

                                                                                                           António Pereira
Tenho de voltar a este tema, porque seria má fé da minha parte se não desse, um pequeno que fosse, contributo para a actividade deste tão relevante, conhecedor e exigente grupo de cidadãos, acolitados por um escol de autarcas, visionários de um Algarve livre dessa peste negra, que toda a gente quer ver o mais longe possível da sua porta.

Aquela gente da Inglaterra, da Dinamarca, da Alemanha, da Holanda, da Bélgica, etc., etc., são loucos, incompetentes, totalmente desprovidos de qualquer sentido de responsabilidade, e de protecção do meio ambiente, senão vejamos a imagem que se segue.

    
A imagem não permite ver muito bem, mas representa a parte Sul do Mar do Norte (Costa de Inglaterra, da Bélgica, da Holanda, da Alemanha e da Dinamarca), e segundo a respectiva legenda cada ponto vermelho representa o centro de uma exploração de gás natural. É bonito não é ? Talvez uma Plataforma Mar do Norte Livre de Petróleo, e já agora, digo eu, também livre de gás natural ?

Eu proponho mesmo que emprestemos, a esses países atrasados, os nossos lidimos representantes autárquicos (não sei se dominam bem a língua do reino de Sua Majestade, mas julgo que não será relevante), representantes esses que tão presunçosa e arduamente tem defendido, aliás como é habitual, o nosso querido Algarve, contra esta praga que só nos quer prejudicar, e meterem na ordem naqueles países, a barbárie daquelas gentes, coordenando e dirigindo os necessários movimentos sociais para contestar (nós somos muito bons nestas matérias de contestação), a exploração dos recursos no Mar do Norte.

sexta-feira, 4 de março de 2016

SOMOS UM PAÍS POBRE....... SEM RECURSOS NATURAIS !!!!

                                                                                                             António Pereira
Eis o discurso oficial, "somos um país pobre, sem recursos naturais...." e portanto temos que nos limitar a uma total dependência externa, particularmente em recursos energéticos, em combustíveis fósseis, o que se constitui como o maior peso negativo para a nossa economia. 

Esta é aparentemente a grande mentira do poder político, que importa manter a todo o custo, não sabemos com que intenção, mas que aparentemente parece dever-se só à histórica ignorância da nossa classe política (sem excepções partidárias), a qual é aproveitada pelo já habitual grupo de "chico expertos" que mexe na sombra os cordelinhos, incógnitos, sem partido, sem pátria, sem bandeira, sem qualquer referência a não ser os próprios interesses. E a nossa classe política, auto convencida da sua importância (da esquerda, à direita), lá vai cantando e rindo "mamando" no Orçamento de Estado. Como questão curiosa, que reconhecemos como um pouco demagógico, quantos políticos se conhece estarem no desemprego ? Só se se portarem mal, ou seja se não se encarreirarem nos respectivos partidos.... mas são eles que decidem o subsidio de desemprego dos outros, claro. "Pimenta no rabinho dos outros, é refresco....", desculpem o plebeismo.

Sabe-se agora que afinal a nossa plataforma continental, ou seja no "offshore" Nacional, existem recursos naturais economicamente exploráveis, e pelos vistos até já, num dos casos, concessionada a sua exploração a uma empresa Espanhola a REPSOL, em consórcio com a empresa Alemã, RWE Dea AG, desde 2011. 

Entretanto parece que os alemães viram a confusão onde estavam metidos (!!!!) (uma metáfora: gente cheia de fome a quem se dá uma fatia de pão com manteiga, e a atira fora porque um estudo da Universidade Johns Hopkins divulgou um estudo em que a manteiga faz mal ao colesterol, por acaso até faz....então e a fominha ??), e os organizados e rigorosos alemães saíram, fugiram, foram-se embora dando lugar à PARPÙBLICA/PARTEX. (isto até parece uma história da aldeia Gaulesa do Asterix....... está tudo louco, com medo que o céu lhes caia em cima da cabeça)

 
                                Fonte: Expresso/SAPO

Foram concessionadas quatro áreas ao largo da costa do Algarve, de Quarteira, até à fronteira com Espanha sempre próximo do limite exterior do Mar Territorial, para além das 6 milhas, na área geomorfológica e geológica do Golfo de Cádis.