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quarta-feira, 15 de outubro de 2014

O QUE NOS TRÁS O FUTURO?

(COMENTÁRIO DA IMPRENSA)

De uma forma geral, considerou-se que a escolha de Ferro Rodrigues para líder parlamentar do PS foi uma boa decisão. Acho o contrário.

Não está em causa a sua seriedade e competência. É um político sério e que se esforça por fazer o seu trabalho bem feito. A questão é outra: Ferro Rodrigues traz de volta o passado.

Foi líder do PS, demitiu-se por discordar de Jorge Sampaio (quando este aceitou Santana Lopes como primeiro-ministro) e o seu regresso à ribalta remete para tempos idos.
Não é uma aposta virada para o futuro: é uma espécie de acerto de contas com a História.

Além disso, Ferro Rodrigues mão é um bom tribuno. É um orador fraco, como se viu nos debates que manteve na campanha eleitoral de 2002, em que foi derrotado por Durão Barroso.

A escolha de Ferro Rodrigues reforça a impressão já existente de que António Costa está a rebobinar o filme PS.

Reconheça-se que António José Seguro, com todas as suas limitações, trazia consigo a ideia de um virar de página, enterrando o socratismo e iniciando na vida do PS um ciclo novo.

Mas António Costa não. Veio repescar os socráticos (como Pedro Silva Pereira ou Vieira da Silva), promoveu o regresso à ribalta de militantes como Jorge Lacão ou Ana Catarina Mendes, para lá de ter atrás dele toda a "brigada socialista do reumático", por muito ilustre que seja (e é): Mário Soares, Jorge Sampaio, Almeida Santos, Vera Jardim, Manuel Alegre...

Em vez de apontar para a frente, construindo um PS renovado e desempoeirado, António Costa traz de volta um PS gasto e envelhecido.

E há outras questões delicadas, que vão no mesmo sentido. Como é público, José Sócrates, nos seus comentários na RTP, tem-se posto ao lado de duas pessoas: António Costa e... Ricardo Salgado.

Mário Soares, um pouco inesperadamente, fez o mesmo - e saiu à liça em defesa do banqueiro. Com estes gestos (e outros no mesmo sentido), o caso BES ameaça tornar-se uma questão política.

Cabe recordar, a propósito, a cumplicidade que sempre existiu entre Salgado e Sócrates, quando este foi primeiro-ministro - enquanto Passos Coelho, desde o primeiro dia, se demarcou da família Espirito Santo (recusando, por exemplo, solicitações feitas por José Maria Ricciardi).

quinta-feira, 9 de outubro de 2014

EMPET?????????

EMPET - A falência que todos nós pagamos

As Câmaras vão este ano sofrer um corte no Orçamento do Estado.

A Câmara de Tavira clama que não tem dinheiro para obras, que lhe deixaram grandes dívidas, et. etc.
No entanto tem dinheiro para alimentar a EMPET, uma empresa municipal, falida, mal gerida, sem o mais pequeno interesse, e que vive à custa dos impostos que os tavirenses pagam...

Quando terminará esta bagunçada?


Silva Reis

terça-feira, 7 de outubro de 2014

REI MORTO..... REI POSTO.....

                                                                                       Luis Silva

O Tó Zé foi despedido, e o Tó Costa saiu da penumbra (qual D. Sebastião de pacotilha), com uma entrada de leão...... “ este é o primeiro dia, do último dia do Governo”....... liiiiindo, maravilhoso, uma verdadeira pérola, que remate....

Ah, como nos fazia falta esta coragem, esta determinação,  esta liderança inquestionada e inquestionável (não fixei bem a diferença entre as votações nos Tós, ou TóTós, foi grande, não foi ? Foi uma vitória clarissima, não foi ? Eu diria mesmo retumbante), o homem é uma “fera” (o leão de Goa....), só espero que não tenha saídas de cendeiro, o que para o nosso querido país seria um desastre, como podem imaginar, pois ficaríamos mais uma vez nas mãos destes energúmenos (Governo), que pegaram numa economia florescente, com um Estado Social em velocidade de cruzeiro, e que afundaram o país, arrastando-o para um total descrédito internacional.

Cambada de inúteis e incompetentes, lá tem de vir de novo a “nação socialista”, salvar a Pátria, agora superiormente encabeçada e dirigida pelo Tó Costa, que há uns largos anos atrás, era considerado pelo PS (Patriarca Socialista, o Mário) um excelente rapaz e óptimo servidor de bicas nas reuniões magnas do directório, republicano, socialista e laico, verdadeira vanguarda intelectual deste país de gente estúpida e analfabeta.

Imaginem que a “fera” não ganha as eleições, o que segundo, a lidima representante da nossa mais elevada classe cultural, a maravilhosa Helena (a Roseta), é algo impossível de acontecer, mas imaginem, já viram os nomes e classificações que a este pobre povo seriam atribuídas, por essa classe cultural, tão característica da esquerda republicana, socialista e laica ?

Posso adivinhar. Povo inculto, iletrado, manipulado, enfim umas bestas, que não vêm e não acarinham quem os defende, claro que gastando o dinheiro dos outros, enquanto ele exista, a caminho do socialismo...... não valorizam o excelente trabalho em prol da economia Nacional, e do Estado Social, por eles conduzido na primeira década deste século XXI. Ingratos.

terça-feira, 30 de setembro de 2014

domingo, 28 de setembro de 2014

Tavira e o seu Quartel

Tavira e o seu Quartel
                                                                        Prudêncio Matias
Durante muitos e muitos anos, Tavira foi sede de regimentos militares, na perspectiva de que a independência do País se garantia na defesa das suas fronteiras terrestres e marítimas. E nos vários episódios que a História nos conta, foi isso que aconteceu.

Agora, que estamos numa de pensar que serão os outros (europeus, americanos ou, se calhar australianos) a defender a nossa independência contra qualquer invasão, não parece bem assim.

Invasão, diga-se, a propriamente dita. Porque quanto às outras invasões – da pouca vergonha, da criminalidade, ou de outra qualquer das ondas que estão em voga por esse mundo fora – não existe alerta que chegue nem contenção que garanta a manutenção dos nossos hábitos, das tradições e da maneira de ser do portuguesinho.

Chega de conversa “fiada”. Onde queríamos chegar, é apenas ao facto de o nosso poder militar se ter ido por-água-abaixo. Novos Navios ou novos aviões que assegurem, integralmente, o nosso poder sobre a Zona Económica Exclusiva (ZEE) de Portugal, foram preteridos a favor de um nebuloso negócio de submarinos que nunca mais aparecem (estarão submersos?), nem sei que missão, um dia longínquo, virão a desempenhar sem largos custos.

Essa falta de conhecimento é por certo deficiência minha, já que não tenho no meu currículo qualquer passagem pelas fileiras militares. Do que tenho alguma pena. Mas o avaliar da evidência de certos não-procedimentos – julgo eu – não depende só da especialização de cada um. Depende muito da nossa percepção como português e como interessados em tudo quanto, no âmbito da coisa pública, se vai desenrolando em nosso redor.  
Por isso, e na sequência da ideia inicialmente exposta, lembramos que Tavira, sede de prestigiadas unidades militares em toda a sua história, acaba de perder, e desta feita parece de vez, o Regimento de Infantaria - RI/1 - que durante os últimos anos trouxe a esta cidade uma nova dinâmica.

Embora o efectivo ficasse aquém da capacidade instalada, a sua existência, além de dar vida ao excelente Quartel da Atalaia – um dos melhores do País – qualificava a cidade de Tavira e fortificava a nossa sensação, embora mínima, de que o Algarve estaria, pelo menos nalguma logística, com um instrumento de defesa imediata contra qualquer ataque em forma convencional.
-o-o-o-