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sábado, 18 de outubro de 2014

18 DE OUTUBRO DE 1914

UMA HOMENAGEM JUSTA, MAS...



Por iniciativa da Marinha Portuguesa, hoje dia 18 de Outubro, foi assinalado junto ao Monumento da Grande Guerra, o início deste conflito em que pereceram muitos milhares de portugueses.

Justa esta homenagem, assim como são todas as sessões que evocam a Guerra de 1914-1918, em que a Câmara Municipal marca presença.

Curiosamente o mesmo não acontece em relação à Guerra do Ultramar.

Em Tavira a Câmara sempre tem procurado olvidar este acontecimento, como se tivesse vergonha do comportamento dos tavirenses que deram a vida numa guerra, justa ou injusta, mas que se processou em nome da Pátria.

Já é tempo, mais que suficiente, para a Câmara de Tavira dispensar um pouco do seu ócio quotidiano e promover uma homenagem digna, assinalada por um símbolo físico, recordando todos os tavirenses do concelho que cumpriram um honroso dever em troca da sua própria vida. Uma homenagem que as Famílias desses mártires exigem e merecem.
Mas serão os autarcas que temos capazes disso? É um desafio!...

F.A.

sexta-feira, 17 de outubro de 2014

MORRER NA PRAIA......... SERÁ ??

                                                                                                                                 Luis Silva

Quando se realizam eleições, o que vale não são as sondagens  mais ou menos manipuladas para levar ao colo este ou aquele partido, esta ou aquela pessoa, ou o controle dos OCS’s, protagonistas maiores da manipulação da opinião pública, não, o que vale mesmo são os votos que entram nas urnas.

Esta realidade centra a referida questão, do acesso às cadeiras do poder “democrático” (????), na maior ou menor vulnerabilidade dos cidadãos votantes, aos ataques despudorados de toda a corja de manipuladores, jornalistas, “pivots”, comentadores, politólogos e quejandos, que parasitam as sociedades onde se instalam, com tanto maior sucesso, quando menor fôr o nível cultural médio dessas mesmas sociedades.

As sondagens, quando sérias (infelizmente muito poucas..... o que faz parte deste filme de terror), são o termómetro que permite aos manipuladores avaliar se o “trabalhinho” efectuado foi bem sucedido ou não, ou até mesmo contribuir, quando, como acontece normalmente, são também elas manipuladas no sentido de ajudar a conduzir a “manada”.

Está pois tudo devidamente preparado para eternizar no poder esta classe política que ”tomou conta de todos nós”, no pós 25 de Abril.

Mas a comunidade internacional, no caso a Europa, não vai na musica da dança de vaidades desta incompetente classe política Nacional, e como eles é que têm  o “dinheirinho”  para alimentar esta nossa triste realidade, não temos outro remédio senão fazer o que nos mandam,  porque caso contrário teríamos de trabalhar o que não é bem uma disposição do nosso povo trabalhador, começando pela nossa intelectualidade, naturalmente na linha da única e verdadeira cultura, a cultura de esquerda.
Porque será que a comunidade internacional, toda a Europa, a política, a social e a financeira, aplaude as medidas do governo, enviando na sequência o correspondente “dinheirinho” para alimentar o nosso tão celebrado “Estado Social”, e a nossa comunidade Nacional a partir de uma esquerda radical, até ao mais proeminente e lidimo representante da cultura portuguesa, essa besta que dá pelo nome de Pacheco Pereira, derretem o Governo cada vez que abrem a boca ?? Porque será ??

quarta-feira, 15 de outubro de 2014

O QUE NOS TRÁS O FUTURO?

(COMENTÁRIO DA IMPRENSA)

De uma forma geral, considerou-se que a escolha de Ferro Rodrigues para líder parlamentar do PS foi uma boa decisão. Acho o contrário.

Não está em causa a sua seriedade e competência. É um político sério e que se esforça por fazer o seu trabalho bem feito. A questão é outra: Ferro Rodrigues traz de volta o passado.

Foi líder do PS, demitiu-se por discordar de Jorge Sampaio (quando este aceitou Santana Lopes como primeiro-ministro) e o seu regresso à ribalta remete para tempos idos.
Não é uma aposta virada para o futuro: é uma espécie de acerto de contas com a História.

Além disso, Ferro Rodrigues mão é um bom tribuno. É um orador fraco, como se viu nos debates que manteve na campanha eleitoral de 2002, em que foi derrotado por Durão Barroso.

A escolha de Ferro Rodrigues reforça a impressão já existente de que António Costa está a rebobinar o filme PS.

Reconheça-se que António José Seguro, com todas as suas limitações, trazia consigo a ideia de um virar de página, enterrando o socratismo e iniciando na vida do PS um ciclo novo.

Mas António Costa não. Veio repescar os socráticos (como Pedro Silva Pereira ou Vieira da Silva), promoveu o regresso à ribalta de militantes como Jorge Lacão ou Ana Catarina Mendes, para lá de ter atrás dele toda a "brigada socialista do reumático", por muito ilustre que seja (e é): Mário Soares, Jorge Sampaio, Almeida Santos, Vera Jardim, Manuel Alegre...

Em vez de apontar para a frente, construindo um PS renovado e desempoeirado, António Costa traz de volta um PS gasto e envelhecido.

E há outras questões delicadas, que vão no mesmo sentido. Como é público, José Sócrates, nos seus comentários na RTP, tem-se posto ao lado de duas pessoas: António Costa e... Ricardo Salgado.

Mário Soares, um pouco inesperadamente, fez o mesmo - e saiu à liça em defesa do banqueiro. Com estes gestos (e outros no mesmo sentido), o caso BES ameaça tornar-se uma questão política.

Cabe recordar, a propósito, a cumplicidade que sempre existiu entre Salgado e Sócrates, quando este foi primeiro-ministro - enquanto Passos Coelho, desde o primeiro dia, se demarcou da família Espirito Santo (recusando, por exemplo, solicitações feitas por José Maria Ricciardi).